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Em casa em Buenos Aires – Parte II

DSC04600Não tenho como esconder, quem me conhece, já sabe, falar de comida é comigo! Então este post de Buenos Aires -  Parte II é dedicado para a minha grande companheira de viagem, de garfo e de compras de alfajor, Michelle! E aos meus amigos que estarão embarcando para Buenos Aires nos próximos dias: Jairo e Gisele, Sabrina e Daniel, espero que estas dicas possam temperar os dias que vocês irão passar na capital portenha! Mas já vou avisando… há muito mais opções do que espaço no estômago, infelizmente! Bom, ainda estou correndo atrás do prejuízo, mas feliz da vida! ;) Ahh, comam por mim, ok?

Em casa em Buenos Aires - Parte I

DSC04480Este post é dedicado aos detalhes que envolveram a reserva da nossa hospedagem em Buenos Aires para esta viagem com a minha irmã, a Michelle. Como havia comentado anteriormente em um post especial, escolhi para esta viagem, aliás para todas as viagens nestas minhas férias de 2012, utilizar as opções de hospedagem do Airbnb. São centenas de opções de apartamentos privados, quartos privados e quartos compartilhados em diversos bairros de Buenos Aires. É claro que este é apenas uma das opções nesta área, que vem crescendo bastante, principalmente por se tratar de uma excelente fonte de renda extra para a população local.

Em casa em Buenos Aires – Introdução

DSC04477Acabamos de decolar do Aeroporto Internacional de Buenos Aires – Ezeiza direto para Florianópolis em mais um belo dia de sol na capital portenha! Buenos Aires esteve linda nestes últimos 5 dias (muita sorte da Chelle, que agora está iniciada na cidade).

Eis um pequeno resumo de tantas sensações desta viagem:

- “Morar” na Recoleta por 5 noites foi uma experiência muito agradável, perto de tudo, se sentindo em casa num apto (Airbnb) do tamanho certo para as nossas necessidades, vivendo como locais, inclusive indo ao teatro (Parte I);

- Degustar comidinhas típicas ou diferentes, com aquela sensação de eterna saciedade, porém com a vontade de ter provado ainda mais! Bom, Buenos Aires é perto de Floripa, ainda bem, sempre dá pra voltar (Parte II)!

- Liberdade de andar pelas ruas tão largas e lindas do centro, ou mesmo pelas ruelas de San Telmo, vivenciando a “muvuca” da feira de domingo sob um sol que combina perfeitamente com o frio de Buenos Aires nesta época do ano (Parte III);

Mais uma palhinha de Mendoza by Marcel e Karina

foto 4Não é à toa que dizem que “duas cabeças pensando é melhor que uma!”. E no compartilhamento de informações sobre viagens, só poderia dar um resultado ainda melhor! Graças a tantos blogs, tantos entusiasmados em descobrir este planeta, e colaborar com as aventuras dos próximos desbravadores, é possível conhecer detalhes de uma cidade, particularidades de uma comida, e até sentir a emoção de um por do sol.

O Marcel e a Karina entraram em contato comigo há algum tempo porque estavam planejando ir a Mendoza. Tristeza, não? Fiquei com uma inveja pena deles!! :)

E agora, depois do (triste) retorno a rotina, eles me encaminharam dicas preciosas do que viram, com direito a fotos!!!

Os prazeres gastronômicos de Mendoza!

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Ai que prazer comer bem, num restaurante agradável com um  serviço que não se encontra por aqui com muita facilidade. Junte a isso, a valorização do nosso querido “Real” frente ao Peso Argentino!! Fizemos uma super festa gastronômica, e abusamos (no melhor sentido dessa palavra) dos serviços de sommeliers. O resultado final foi delicioso!

Antes de ficar “contando dinheiro na frente de pobre” (inclusive porque estou com fome neste momento), vou esclarecer como chegamos aos nomes e lugares que indicarei aqui. Em virtude da valorização do câmbio, e da nossa possibilidade de provar o que há de bom, fizemos um rápido levantamento dos melhores restaurantes da cidade de Mendoza através do Trip Advisor. É importante esclarecer de que não se trata dos restaurantes mais caros ou mais formais, mas de estabelecimentos bem conceituados por outros viajantes que estiveram por lá. Bom, selecionamos um ‘menu’ com os 10 primeiros, e combinamos nossas idas a estes lugares de acordo com a nossa disponibilidade diária. Pois não era fácil beber o dia inteiro, e ainda encarar grandes empreitadas nas refeições!

A Cordilheira dos Andes e o passeio a Alta Montaña

eu na Puente del Inca Acredito que este era, pra mim, o momento mais esperado da viagem a Mendoza: o dia que sairíamos da cidade e das rotas do vinho para entrar na Cordilheira dos Andes, na Ruta Internacional 7, que via ao Chile. Minha expectativa era estar ‘dentro’ da Cordilheira dos Andes, e ver de perto seus picos, e quem sabe até apreciar o Aconcágua!

Logo na primeira manhã em Mendoza, quando saíamos para a primeira bodega, já senti aquele arrepio de satisfação, de alegria, por acompanhar a Cordilheira, imensa, paralelamente a rodovia. Aliás, aquela nem mesmo era ‘a’ Cordilheira. Primeiro existe uma pré-Cordilheira, bem mais baixa, e sem picos nevados. No entanto, logo atrás dela, seguem os picos brancos e altos dessa cadeia de montanhas que está na fronteira entre a Argentina e o Chile.

Vinhos de Mendoza III

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Chegamos ao nosso terceiro dia pelas bodega de Mendoza. Nossa  tarefa nesta terça-feira foi visitar duas bodegas bem distintas: a Kaiken, com produção limitada, localizada em Lujan de Cuyo; e a Família Zuccardi, uma bodega um pouco maior, que além de uma diversidade bastante grande de vinhos, produz também excelentes azeites de oliva, e fica localizada em Maipu.

Mais uma vez pegamos o Acesso Sur, o qual estávamos bem familiarizados, principalmente por poder curtir a pré-Cordilheira, e os picos mais altos da Cordilheira dos Andes do nosso lado direito. Este dia foi ainda mais especial, pois o céu estava azul, e a cordilheira parecia ainda mais próxima. Vocês verão o resultado nas fotografias! 

Os vinhos de Mendoza II

P1080598 Na segunda-feira, manhã do dia seguinte, partimos para duas visitas: Pulenta State e a Catena Zapata. Assim como a Ruca Malén, foi simples e rápido localizar estas duas outras bodegas, todas localizadas em Lujan de Cuyo, razoavelmente próximas de Mendoza.

A Pulenta State é uma bodega cuja tradição na produção de vinhos iniciou em 1902 quando os avós de Eduardo e Hugo Pulenta (proprietários) chegaram ainda jovens da Itália para a Argentina, em busca de uma nova vida na América. A atual bodega tem sua primeira colheita em 2001, e o objetivo dos proprietários é “produzir séries limitadas de grandes vinhos, orgulhosamente feitos na Argentina”.


O momento mais esperado: os vinhos de Mendoza I

Vamos a razão desta viagem: a degustação dos vinhos mendocinos!
P1080497 Bom, primeiramente é importante deixar claro que não sou expert em vinhos. Apesar de ser uma ‘Trentin Berticelli’, e meu tataravô ter vindo de navio do norte da Itália para o sul do Brasil, meu conhecimento sobre vinhos é muito pequeno. Lembro-me das manhãs em que meu avô, depois das cuias de chimarrão, tomava sua taça de vinho tinto (de garrafão, é claro). Infelizmente essa prática não era comum na casa dos meus pais.

Fui conhecer melhor os vinhos e as suas uvas muito recentemente, quando morei nos EUA (2000), ao norte da Califórnia, em Sonoma County (região americana importante na produção de vinhos). No começo achava muito esquisito todo o ritual para a escolha da garrafa, apresentação do vinho, abertura e retirada da rolha, a prova por quem escolheu, o modo de mexer o copo para soltar o aroma, observar a cor do vinho, etc. Ainda tenho dificuldades para descrever o aroma de um vinho que estou degustando, mas já posso dizer que ando gostando do que venho provando!


Mendoza: um oásis aos pés da Cordilheira dos Andes

mendozaConsiderada a 4ª cidade argentina em população, Mendoza registrou no censo de 2001 um total de 110 mil habitantes. Está localizada nos pés da Cordilheira dos Andes, em latitude bastante próxima de Santiago, porém  do outro lado das montanhas.

A cidade foi estabelecida em 1561 por Garcia Hurtado de Mendoza, mas um forte terremoto arrasou a cidade em 1861, sendo totalmente reconstruída bem próximo do local original, tal como está hoje. Em virtude deste terremoto, o centro da cidade é planejado com a construção de 5 praças: uma central, Plaza Independencia, e 4 praças em seu  entorno: Plaza Italia, Plaza Chile, Plaza San Martín e Plaza Sarmiento. Elas estão estrategicamente localizadas para fornecer segurança (longe de construções) para abrigo da população em caso de novo terremoto.

O clima é extremamente seco, e isso não precisa ler em lugar nenhum, basta sentir na boca, no nariz, na pele e nos cabelos! O que chove o ano inteiro lá, é metade do nosso verão aqui em Floripa. Não é por acaso que os vinhedos deram muito certo lá, não é?

acequiasPra aguentar é necessário muito protetor solar, hidratante e garrafas de água (dos Andes – algumas com gostos estranhos). Mas aí você pode perguntar: Oásis? Como assim? Pois é, Mendoza é um verdadeiro oásis. Isso porque a cidade está no meio do deserto, mas possui um sistema (prehispânico) incrível de drenadores, localmente denominados acequias (um verdadeiro patrimônio cultural). Mendoza é a única cidade do mundo onde há drenadores urbanos em 100% de suas ruas. É por eles que as águas dos cumes dos Andes percorrem a cidade, permitindo regar mais de 1 milhão de árvores. A presença desta água torna o ambiente um pouco mais agradável, principalmente no verão, quando a temperatura chega facilmente aos 40°C.

Assim como na cidade, a água proveniente dos Andes é distribuídaacequias  de forma organizada entre as propriedades rurais, principalmente às bodegas (vinícolas), para irrigação dos vinhedos (por inundação ou gotejamento). A distribuição é organizada por dias da semana, e fiscalizada de perto para que não haja desvio das águas.

Além das acequias (para saber mais sobre esta forma de rega, clique aqui), todo o comércio fica fechado entre 13h e 16h, para a famosa siesta, para fugir das altas temperaturas, principalmente no verão. Essas não são as únicas dificuldades da cidade de Mendoza. Vivenciamos em nossa última noite na cidade um vento bem mendocino, o zonda. Um vento quente, proveniente do Oceano Pacífico, que se aquece ao descer as montanhas andinas, podendo chegar a 120km/h. Apesar de causar uma série de mal estares a população, principalmente aos que sofrem do coração (baixa súbita de pressão) e de problemas respiratórios, este vento ‘sujo’, que levanta muita poeira, é importantíssimo para a distribuição da neve na Cordilheira dos Andes, o que posteriormente se transformará em água para regar as cidades.

vento zondaFoi interessante andar pelas ruas vazias de Mendoza em plena sexta-feira a noite, e ver todas os clientes dos restaurantes e bares dentro dos locais totalmente fechados (efeitos do viento zonda). Toda a população de Mendoza como das demais cidades do entorno tem seu cotidiano bastante alterado em virtude das condições climáticas da região.

Por ser bastante arborizada, é uma delícia caminhar pelas ruas da cidade, principalmente próximo a praça central,  onde está localizado o Peatonal Sarmiento, uma espécie de calçadão com diversas opções de compras. É lá que está a grande cafeteria e os famosos alfajores da Havana. Além disso, os acessos para chegar a cidade, e para os deslocamentos às outras cidades da província de Mendoza (para visitar as bodegas) são fáceis, bem sinalizados, com asfalto em bom estado. É muito agradável e muito simples explorar a região!

vista da cordilheira dos andes

No próximo post, conto em detalhes como exploramos cada uma das bodegas que visitamos! Sem faltar, é claro, todos os vinhos que bebemos! Talvez seja o post mais longo… :)

Até lá!

Mendoza: custou chegar, mas difícil foi voltar para casa!

clip_image002Peço desculpas por ainda não ter publicado a viagem de Buenos Aires (cheia de boas sugestões de restaurantes!), e nem mesmo ter terminado a série de posts do México, mas Mendoza não poderia esperar. A viagem foi M-A-R-A-V-I-L-H-O-S-A! Difícil mesmo foi voltar para casa.

Postarei esta aventura na terra dos belos vinhos e da Cordilheira dos Andes em 5 posts: (1) a viagem de Córdoba a Mendoza (INCRÍVEL), (2) a cidade de Mendoza, (3) as visitas às vinícolas e a degustação de vinhos (e que bons vinhos), (4) as surpreendentes refeições Mendocinas e os serviços de primeira qualidade e por fim falarei sobre o (5) passeio a Alta Montaña, onde passamos o frio do meio da Cordilheira dos Andes, a curtíssima distância da fronteira com a República do Chile, e do imponente Monte Aconcágua, com seus 6.962 metros (QUE EMOÇÃO!!).


Mendoza 1ª etapa: pesquisas OK!

Contagem regressiva!

Agora faltam menos de 30 dias para nosso embarque a capital argentina dos vinhos! Mendoza, lá vamos nós…

E pra que vocês possam nos acompanhar nesses momentos ainda ‘sóbrios’, vamos compartilhar algumas dicas que resultaram das nossas pesquisas em blogs, sites e revistas especializadas!

As reservas estão praticamente 100%!
Então, seguem as nossas dicas de Mendoza!



Momento de decisão: hora de viajar!

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Estou chegando a mais um momento de difícil decisão neste ano: onde irei curtir 9 dias de férias, no final de agosto/2010?
Difícil, hein?? :)
Bem, realmente não será tão fácil, pois é um período do finalzinho da alta temporada, e além disso, limitei-me a utilizar as minhas milhas acumuladas para compra de passagens (ECONOMIA TOTAL!!).