Viagem ao futuro: minha chegada na Austrália!

P1090084 Dar a volta no mundo não foi tarefa fácil! Não sou fã de aviões, e sair de Floripa depois de uma noite chuvosa, e com aquele vento sul que fez bater as janelas de casa como se fosse meu despertador, não ajudou muito na preparação das minhas emoções para mais de 30 horas de viagem!
Porém, graças as combinações de conexões que a Juliana (agência de viagens) tudo foi mais fácil, rápido e tranquilo. Entre um vôo e outro tive o tempo exato para os tramites de conexões, até porque já passaria tempo demais dentro do avião, então não estava muito empolgada em passar muito tempo nos aeroportos!

No total, essa viagem ao futuro (13 horas na frente, literalmente falando) contou com 4 aviões, e assim a visita a 5 aeroportos (Fpolis, São Paulo, Buenos Aires, Sydney e Brisbane). Foram aproximadamente 30 horas de sol. Fui encontrar a noite quando cheguei em Sydney, depois de viajar por horas sobre o Pólo Sul. Nem preciso comentar o jet leg (ou jetlag), não é? Mas esse é um preço bem justo pelas maravilhas deste outro lado da nossa terrinha!

Viagem = aprendizado! Ponto no seu diploma!

P1080723

Ficar perto da Cordilheira dos Andes, e ter uma atração por  montanhas e caminhadas de aventura realmente me afetaram nas últimas semanas. Desde que voltei de Mendoza, tenho lido muito sobre expedições em grandes montanhas, e claro, fui direto para o Everest (pequena pretensão a minha hein!). Mas não que eu esteja pensando em subir, até porque ao chegar aos 3.000 metros de altitude na Cordilheira dos Andes, sem fazer esforço algum, já me deixou enjoada, imagine mais de 8.000 metros literalmente escalando??

Li duas histórias interessantes. A primeira delas de uma expedição chamada Mountain Madness, de 1996, que envolveu grande polêmica após um tragédia que tirou a vida de 5 alpinistas. O livro é "A escalada" escrito por um jornalista em parceria com Anatoli Boukreev, um experiente alpinista russo, peça principal no resgate de diversos alpinistas de uma tempestade no Everest naquela temporada. "A escalada" é a resposta ao livro "No ar rarefeito" (que também virou filme) que critica algumas atitudes do alpinista russo.
O outro livro é do primeiro brasileiro no Everest, Waldemar Niclevicz, um ano antes, em 1995. "Everest: o diário de uma vitória" ajuda a montarmos a paisagem local, com detalhes de cada templo nos arredores de Kathmandu, além de sentir através do diário deste experiente alpinista, as sensações de quem supera a si mesmo.
Independente do desenrolar destas duas histórias tão distintas sobre o Everest, o que mais me motivou agora a buscar um terceiro livro, sobre a expedição a Antártica de Sir Ernest Henry Shackleton (está pra chegar da biblioteca, e será meu companheiro nas diversas horas nos aviões até Brisbane/Austrália) é a possibilidade de se aprender enquanto viajamos.

Viajar sempre é uma descoberta. Mesmo que você visite regularmente uma cidade, é bem provável que algo tenha mudado lá, seja novo. Você muda, quando volta percebe que mudou. Acredito muito que viagem seja aprendizado. Aprendizado sobre as outras culturas, pessoas, hábitos e costumes, que potencialmente transforma-se em respeito. Viajar deveria fazer parte da escola, do processo de educação dos seres humanos, como em alguns países na Europa em que o governa patrocina um ano dos recém formados estudantes do 2º grau (comparando a educação no Brasil) para que possam viajar. Infelizmente a acessibilidade às viagens não atingiu este ponto para todas as pessoas, mas enquanto isso, podemos destacar alguns toques interessantes que podem promover o que acredito ser esse tão rico aprendizado:

1) Acompanhe ideias como a de Haroldo Castro, do Clube de Viajologia - A arte e ciência de viajar. Este profissional das viagens, que já esteve em mais de 150 países, defende a “viagem como uma experiência singular e enriquecedora porque, quando você viaja, você:

  • Deixa de lado o quotidiano e vive uma outra realidade, pratica uma terapia saudável e divertida
  • Desenvolve uma melhor compreensão da diversidade e riqueza cultural do planeta
  • Aprecia a natureza e entende a necessidade de conservação dos ecossistemas terrestres e marinhos
  • Expande sua consciência, promovendo a paz e o entendimento entre povos de diferentes nações.”

Para conhecer melhor as ideias de Haroldo sobre os 'diplomas' que cada um obtém ao viajar, acesse o site e realize os testes disponíveis, o Teste Mundial e para o Teste Brasil. São muito divertidos, e motivadores para continuarmos nos ‘especializando’!

2) Aproveite os guias lançados recente, que além de informar os melhores bairros, hotéis-boutiques e restaurantes-bistrôs, trazem cada vez mais páginas sobre a história, a cultura e os costumes dos países. Acabei de adquirir o Lonely Planet Middle East e estou impressionada. Tudo bem, é uma das regiões mais complexas do globo, culturalmente falando, mas o guia é uma verdadeira escola. Dá pra entender um pouco melhor o motivo dos acontecimentos, e com isso, saber apreciar/compreender ainda melhor o que existe lá.

3) Quando ouvir sobre um lugar legal, e sentir aquela vontade de ter a imagem dele, corra para o Google Images e para o Google Maps. Vocês precisavam ver a minha cara de espantada e realizada quando consegui ver a imagem das escadas de alumínio sobre as enormes gretas de gelo na Cascata de Gelo, logo acima do Acampamento Base do Everest (depois de ler dezenas de páginas do livro). Simplesmente me imaginei lá (não se trata de trocar as viagens físicas por consultas na internet, mas de usar a ferramenta a favor das viagens físicas). Muitos viajantes já tiveram o prazer de fotografar e relatar sobre os lugares mais distantes e inóspitos desse mundo, possibilitando que a gente 'enxergue' como a vida acontece por lá! Valorize isso, valorize os milhares de blogs com seus comentários diários, com as informações detalhadas, com os aprendizados em potencial para a sua próxima viagem.

4) E de tudo que tenho lido nos livros e nos diários (blogs) de viagens (que também procuro praticar nas minhas viagens) é manter a mente aberta para os costumes e hábitos diferentes. Procure embarcar na cultura do lugar que você visita. Procure entendê-los, chegar mais próximo de seus habitantes. Deixe o preconceito, as regras, e seus costumes em casa, assim fica mais fácil aprender. Assim fica mais fácil compreender o outro!

Viaje bastante, leia mais ainda. Aprenda! E leve os outros junto.
Nesta escola, tudo que mais quero é continuar estudando!! E você?

Visto para o outro lado do mundo!

meu guia e meu visto Em breve terei o prazer de estrear a viajante ‘do outro lado do mundo’ que existe em mim! É isso mesmo, logo, logo estarei pela primeira vez lá do outro lado do globo…na Oceania, na Austrália!

Esta viagem para a Austrália tem dois objetivos, além da intenção de conhecer o novíssimo mundo: visitar minha melhor amiga, seu marido e meu afilhado fofo, e visitar universidades entre Queensland e New South Wales para conhecer os projetos desenvolvidos na área do turismo para que eu possa aplicar para um doutorado por lá em breve.

A viagem irá durar 30 dias, dos quais ficarei 18 dias em Brisbane (onde meus amigos residem), 5 dias em Sydney, e como meu retorno é por Santiago no Chile (que eu não conheço!!) encontrarei minha irmã Michelle para um tour de 5 dias. Aliás, acompanhe aqui no blog a cobertura praticamente online destas duas viagens!

Os prazeres gastronômicos de Mendoza!

P1080428
Ai que prazer comer bem, num restaurante agradável com um  serviço que não se encontra por aqui com muita facilidade. Junte a isso, a valorização do nosso querido “Real” frente ao Peso Argentino!! Fizemos uma super festa gastronômica, e abusamos (no melhor sentido dessa palavra) dos serviços de sommeliers. O resultado final foi delicioso!

Antes de ficar “contando dinheiro na frente de pobre” (inclusive porque estou com fome neste momento), vou esclarecer como chegamos aos nomes e lugares que indicarei aqui. Em virtude da valorização do câmbio, e da nossa possibilidade de provar o que há de bom, fizemos um rápido levantamento dos melhores restaurantes da cidade de Mendoza através do Trip Advisor. É importante esclarecer de que não se trata dos restaurantes mais caros ou mais formais, mas de estabelecimentos bem conceituados por outros viajantes que estiveram por lá. Bom, selecionamos um ‘menu’ com os 10 primeiros, e combinamos nossas idas a estes lugares de acordo com a nossa disponibilidade diária. Pois não era fácil beber o dia inteiro, e ainda encarar grandes empreitadas nas refeições!

A Cordilheira dos Andes e o passeio a Alta Montaña

eu na Puente del Inca Acredito que este era, pra mim, o momento mais esperado da viagem a Mendoza: o dia que sairíamos da cidade e das rotas do vinho para entrar na Cordilheira dos Andes, na Ruta Internacional 7, que via ao Chile. Minha expectativa era estar ‘dentro’ da Cordilheira dos Andes, e ver de perto seus picos, e quem sabe até apreciar o Aconcágua!

Logo na primeira manhã em Mendoza, quando saíamos para a primeira bodega, já senti aquele arrepio de satisfação, de alegria, por acompanhar a Cordilheira, imensa, paralelamente a rodovia. Aliás, aquela nem mesmo era ‘a’ Cordilheira. Primeiro existe uma pré-Cordilheira, bem mais baixa, e sem picos nevados. No entanto, logo atrás dela, seguem os picos brancos e altos dessa cadeia de montanhas que está na fronteira entre a Argentina e o Chile.